A internet nas coisas

Conhecida pela sigla de IoT (Internet of Things), eu gosto de usar a expressão em português Internet NAS coisas, por que não é sobre uma outra internet e sim a nossa internet de sempre, mas disponível nas coisas, e coisas quer dizer QUALQUER coisa. Não podemos confundir com automação simples, por exemplo, portão automático, fechadura com leitor de digital, ligar ar condicionado a distância, e por aí vai; por que isso já existe com o conceito de automação predial ou residencial (domótica), até mesmo automação industrial; essas três estão bem desenvolvidas nos tempos atuais. A extrapolação disso é coisa ser uma vaca por exemplo! Quando ouvi esse exemplo em uma palestra do Marlon Luz no Microsoft Insights ano passado achei muito interessante.

Alguns anos atrás tive contato com a GS1 do Brasil, que é a organização mundialmente responsável pelo código de barras de produtos, entre outros, como o padrão EANCOM. Na época eles estavam “etiquetando” o gado com um código de barras como um brinco na orelha, ainda era caro uma etiqueta RFid, mas logo alguns já estava utilizando. Porém essa etiqueta era só o suporte para um número. Diferentemente, colocando-se uma etiqueta com processador e bateria, um wearable, as possibilidades são muito maiores. Além de continuar fazendo a rastreabilidade de vacinação, com um acelerômetro acoplado e um GPS é possível fazer o acompanhamento da movimentação do gado, até mesmo em tempo real! Outro exemplo é o da agricultura de precisão, que com um monitoramento em tempo real, mais preciso e localizado consegue aumentar a produtividade para a colheita. Diminui custos, pois a torna possível o preparo de inseticidas e adubos em quantidades ideias a localização específicas. Leia mais aqui, aqui e aqui.

IoT então seria sobre dispositivos, dados e conectividade a Internet, ou mais especificamente nuvem

Com toda essa quantidade de sensores e principalmente dados que estão sendo coletados utilizar uma estratégia em cloud faz todo o sentido! A Intel que também é fabricante de chips e placas, como a Galileo e do Edison, dispõe do IoT Analytics, atualmente em Beta e sem custo, para criação de dashboards, gráficos, alertas, etc… Outro player que está investindo muito em IoT é a IBM, que dispoe basicamente dos mesmos serviços no IBM Bluemix, uma das clouds mais recentes no mercado.

A Microsoft tem uma estratégia mais parecida com a própria de Cloud, não importa qual o SO vamos rodar no Azure, ou mais ou menos isso… A empresa está focada em trazer qualquer dispositivo de IoT para dentro da sua estratégia, dando suporte ao Windows 10 no device, hoje os compatíveis são MinnowBoard Max, Raspberry Pi 2 e DragonBoard 410c; tudo no Azure IoT Suite, que até cria uma solução básica de monitoramento para começar, por exemplo:

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Devido a minha proximidade com Microsoft vou falar mais do IoT Suite no futuro, mas quero também falar sobre IoT Analytics da Intel, já que vou colocar em desenvolvimento algum projeto para continuar a blogar em sobre IoT aqui.

4 respostas para “A internet nas coisas”

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